terça-feira, outubro 20, 2009

Não.

Não te vou dizer que estou sozinha. Tenho o ramo de flores sobre a secretária. Rosas vermelhas. Reencontrei hoje o postal que me escreveste naquele dia. Repetiste juras incessantes de amor, disseste que chegavas depressa.
A noite inteira a ouvir a mesma música. Não te vou dizer que estou sozinha. O amanhecer embaciado. O frio por fora, a inquietação na boca do estômago, o coração a bater desordenado, o sangue a fluir depressa, muito depressa. A vertigem da vida. Tenho o ramo de flores sobre a secretária. Rosas vermelhas.